ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 04/11/2019
Em meados do século XVIII já se fazia necessário a valorização das diversidades culturais do nosso país. Nesse contexto surgem os poetas da primeira fase do Romantismo, buscando uma identidade nacional que integrasse todos os povos e suas diferenças. Contudo, apesar da mistura de costumes que houve no Brasil, com o europeu colonizador, os índios e suas tradições e a mão de obra escrava africana, a sociedade brasileira formou-se fragmentada não inserindo toda essa multiculturalidade igualmente. Exemplo é que, os jesuítas queriam catequizar escravos africanos e índigenas sem valorizar o fato de que já possui, suas crenças e valores.
Apesar desse fato ter ocorrido no período colonial ainda hoje vemos casos de preconceito religioso, nesse ano no Rio de Janeiro uma menina de apenas 11 anos foi apedrejada após ter saído de um culto de Candomblé. Isso mostra que existe uma mentalidade de superioridade cultural difundida no Brasil, e que deve, portanto, ser erradicada. Como vivemos numa democracia e um país laico, leis fora criadas para punir quem faz uso da agressão verbal o física para legitimar o preconceito sendo assim, garantida a liberdade de culto e à escolha religiosa.
Para o sociólogo Émile Durkheim a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico”, por ser, assim como esse, composto por diversas partes que interagem entre si. Nesse sentido faz-se necessário a interação entre Governo e sociedade para resolver o problema de intolerância religiosa no país. O Governo deve investir em leis mais rígidas, preservando principalmente a religião afro-brasileira que é a maior vítima de discriminação, mostrando que qualquer tipo de preconceito será punido devidamente.
As escolas devem criar companhas de conscientização para valorizar a miscigenação do povo brasileiro, mostrando em palestras e debates que o mundo possui diversas culturas e mostrar nas aulas de Religião, todas as crenças existentes. Além disso, a mídia como formadora de opiniões das massas deve difundir costumes afro e indígenas para uma maior valorização desses na sociedade, pois a democracia não é a lei das maiorias, mas a lei das maiorias respeitando as minorias.