ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 30/01/2020
Em 1889, o Brasil virou república e dentre tantos motivos, o principal foi porque a igreja católica não admitia um governo de outra crença. Esse caso mostra como a intolerância religiosa faz parte do país que mesmo com a atual proteção legislativa e constitucional, ainda apresenta esse mal. Desta maneira, fazem-se necessárias atitudes de promovam a efetividade de direitos e deveres dos brasileiros.
Em primeiro plano, é válido ressaltar que intolerância religiosa é crime previsto em lei. Posto isso, a crítica saudável entre pessoas de diferente religião faz-se completamente aceitável, a ponto de ser direito de expressar se livremente. Todavia, quando o limite é ultrapassado, casos como o ataque com bombas à sede da produtora Porta dos fundos, após divulgação da sátira de uma história da bíblia cristã, são notados e a notoriedade impede que outros crimes do tipo sejam realizados. Desta forma, a argumentação sã acerca das crenças é necessária para a segurança dos indivíduos.
Paralelamente a isso, o fato de o Brasil ser um laico, ou seja, nenhuma religião pode interferir em questões federativas, seria uma premissa clara para evitar a intolerância. Entretanto, mesmo com a laicidade garantida na constituição vigente, as cédulas do real, símbolo nacional, contam com a frase “Deus seja louvado”, o que já é um insulto àqueles que não acreditam. Diante disso, a intolerância religiosa deve ser combatida não só em casos particulares, mas sim em escala nacional, de forma a afirmar a neutralidade estatal.
Portanto, fica evidente a urgência de cessar o preconceito religioso no Brasil. Para isso, a forma mais assegurada de livrar alguém da ignorância é o ensino. Desse modo, o Ministério da Educação deve inserir na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) a disciplina de história das religiões, a ser ministrada por historiadores que garantam levar aos estudantes a origem de cada crença, a fim de tornar conhecida e não mais gerar estranhamento. Além disso, o Estado deve atentar se para suprimir atitudes na federação que favorize certas religiões e, assim, prossiga em obter sua laicidade de fato.