ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 27/03/2020

O imperialismo originou a intensa mistura de culturas no Brasil, combinação que é apreciada e admirada por diversas outras nações. Tal fato, apesar de fajuto por conta das questões históricas de escravatura e outras opressões, contribuiu para a formação de uma identidade nacional. Em 1888, a lei Áurea fora assinada pela princesa Isabel declarando o fim da escravidão no Brasil. Todavia, as marcas de opressão e aversão deixadas pela elite enraizaram o preconceito, não apenas em religiões africanas, mas também em outras. Contudo, é necessário conhecer as soluções para o combate do preconceito religioso.

O programa “profissão repórter”, exibido pela rede globo, acompanhou duas denúncias de destruição nos terreiros de candomblé e umbanda, religiões afro-brasileiras. A região visitada também apresentava igrejas católicas e evangélicas, porém as mesmas não receberam nenhuma intimação. Um dos atuantes da casa de terreiro afirma que o preconceito não é com a religião, mas sim com quem a originou. Isso, fazendo alusão à xenofobia e aversão a cultura africana, que é pouco falada nas escolas, o que gera a falta de conhecimento, trazendo consigo a ignorância pelo pré-julgamento.

A liberdade de expressão é garantida pela lei, assim como seguir a religião que desejar. As doutrinas apresentam divergências entre si, no entanto, há uma linha tênue entre entre discordar e oprimir. Essas opressões advém de pré-julgamentos já enraizados na sociedade, e que não são combatidos por conta do défict do assunto nos ensinos; assim deixando que o indivíduo caracterize tal crença por conta própria, baseado nas poucas informações e preconceitos já existentes.

Em suma, o caminho primordial pra o combate à intolerância religiosa é o conhecimento, que deve ser adquirido nas instituições de ensino, e deve abranger desde os primeiros anos escolares até o final. Mais conteúdos de história sobre diferentes tipos de culturas devem ser incluídas nas apostilas, isto, feito a partir do ministério da educação em cada região do país, para que assim, as medidas ao combate sejam implantadas e não deixe espaço para o surgimento de preconceitos, de modo que os futuros cidadãos sejam tolerantes às divergentes crenças.