ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 27/03/2020

Com base na frase de Daniel Melgaço, “A intolerância religiosa se deve à vaidade de se achar o único correto’’, ou seja, é gerada também por alguns fatores pessoais, e que traz problemas tanto a vítima, que é afetada psicologicamente ou fisicamente, quanto ao agressor, pois seu ego infla, podendo acarretar problemas futuros. Logo, é importante dar ênfase a questão de que essa aversão se dá por fatores pessoais, mostrando que a população traz consigo uma tradição em que o ego prevalece, tornando o ser humano cada vez mais inferior em sua racionalidade.

Em primeiro plano, a intolerância teve início há tempos atrás, sua origem está no racismo que acompanha o negro há cerca de cinco séculos, desde que chegou ao brasil escravizado, e é praticado em maior parte contra religiões de matriz africana, como candomblé, umbanda e outras denominações. Contudo, há uma exclusão social enorme em relação a estes grupos, que muitas vezes sofrem ataques diversos como o que ocorreu em 2019, o terreiro Ilê Axé de Bate Folha, em Duque de Caxias, foi invadido por traficantes, que destruíram todas as imagens e oferendas e ameaçaram de morte a mãe de santo.

Em consequência a exclusão social e a diversos ataques, certos grupos acabam sendo muito prejudicados psicologicamente, moralmente ou até fisicamente, como ocorre em relação a ataques realizados em locais de encontro dos grupos. Assim como há o direito da liberdade de expressão, também é necessário haver uma obrigação em não realizar agressões, constrangimentos e ofensas, sendo mais fácil combater a presente intolerância.

Portanto, é possível concluir que a vaidade humana implica de forma branda na sociedade, sendo cada vez mais difícil viver em paz. Logo, cabe ao poder legislativo junto ao Ministério da Cidadania, criar leis mais específicas para certos grupos sociais mais atingidos, melhorando a convivência, em que qualquer tipo de ato contra qualquer religião, traga  consequências altas aos agressores.