ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 31/03/2020
No Império Romano do Ocidente, diversos cristãos eram perseguidos pelo estado por professarem sua fé. Porém, o cenário da história antiga muda quando, o imperador Constantino , se converte ao cristianismo e Roma passa a seguir os ideias católicos, que se alastra por toda a Europa. Hodiernamente, tais raízes se mantem em ascensão, trazendo então as problemáticas em questão: a valorização dos ideais religiosos europeus e, o não cumprimento dos direitos humanos universais.
Em primeiro plano, deve-se analisar que, o Brasil passou a sofrer com a intolerância religiosa ainda em sua colonização, com a catequização dos índios para a religião da época: o catolicismo. Seguidamente, com a chegada de negros africanos para o trabalho escravo, houve grandíssima repressão cultural social e, consequentemente, religiosa que se perpetuam até os dias atuais. Segundo o site Carta Capital, aproximadamente 39% das denuncias por religião são feitas por adeptos de religiões de matriz africana diversas e, que juntos representam cerca de 1,6% da população brasileira, que mesmo com tal representatividade do povo brasileiro passa pelo resgate de um passado escravagista e colonial.
Em segundo plano, nota-se que a declaração universal dos direitos humanos, instituída pela ONU em 1948, não está sendo exercida, tendo em vista que ela determina que os direitos humanos são: “direitos inerentes a todos os seres humanos, independentemente de raça, sexo, procedência nacional, etnia, idioma, religião ou qualquer outra condição”. Além disso, essa declaração considera crime tais atitudes, com direito a três anos de exclusão e aplicação de multa. Com isso, diariamente diversos brasileiros são vítimas de tal crime sem que tenham nenhum suporte de órgãos especializados.
Portanto, tendo em vista os fatos supracitados torna-se necessário que o Ministério dos Direitos Humanos, em parceria com às delegacias de denuncias, ajam de acordo com a declaração dos direitos humanos, investigando e punindo os criminosos de forma correta, e tomando as medidas corretivas necessárias. Ademais, o Ministério da Educação, juntamente com o Governo Federal, deve promover palestras e debates em escolas explicando para seus alunos sobre o tema, visando a desconstrução destes preconceitos. Só assim será possível ter uma sociedade racional baseada na Constituição e nos direitos humanos de cada cidadão.