ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 31/03/2020

Por mais que dados estatísticos mostrarem que o Brasil é de grande parte cristão (católicos e evangélicos), na Constituição somos um Estado que não pertence a nenhuma ordem religiosa. Justo, considerando toda a influência externa quanto a cultura e a própria religião. Entretanto nem todos concordam com a questão da igualdade e da imparcialidade do país e com isso entra em discussão a intolerância religiosa.

Felizmente, no Brasil não há perseguição religiosa, mas ainda assim há uma disputa entre representantes religiosos. Fugindo ao princípio da democracia, que seria dar direitos iguais a todos, quem realmente se favorece é aquele que possui uma representação maior. O “certo” acaba sendo aquele que tem mais seguidores, quando na verdade não há um “certo” a ser escolhido.

Assim também, há uma discussão ligada ao Estado e a religião que é a presença de símbolos religiosos em prédios públicos. É tão comum, que muitas vezes nem percebe-se um crucifixo ou algo do gênero. As igrejas são patrimônio histórico brasileiro, assim como na nossa fala utilizamos referências ao cristianismo: “vá com Deus”, “dorme com Deus”, e até mesmo no dinheiro aparece “Deus seja louvado”. Precisamos mesmo apagar uma parte da história brasileira para sermos verdadeiramente laicos?!

Essencialmente, é preciso saber que o conceito de algo que não pertence a nenhuma ordem religiosa não é similar ao de ateísmo. Na verdade, consiste em tratar todos os grupos religiosos do mesmo jeito. Mais importante ainda, é que não é suficiente o país não ter ordem religiosa no papel, quando não colocamos em ação esse conceito no meio em que estamos.