ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 30/03/2020

É fato que, ao longo da nossa história como colônia de exploração, inúmeros foram os povos formadores da nossa cultura. Desde os indígenas, escravos africanos e portugueses da monarquia, até os japoneses e italianos das repúblicas, contribuíram para a tamanha diversificação cultural e, consequentemente, da quantidade de religiões diferentes presentes aqui. Assim, o problema da intolerância religiosa no nosso país é comum e deve ser combatido.

Primeiramente, é importante analisarmos a presença dessa adversidade relacionada ao desenvolvimento da nação. Uma vez que a intolerância de crenças compromete a alteridade da população brasileira, ela causa inúmeros problemas humanos como a violência. Não obstante, ela também está ligada com a economia nacional, já que a Organização das Nações Unidas (ONU) condena tal prática, e muitas empresas e investidores internacionais evitam relacionar-se com países com instabilidade social.

Outro problema é o prejuízo do sistema de ensino brasileiro, que é, em grande parte, afetado por essa violência. Como essa questão compromete a divulgação de ideais sociais e de respeito para com o próximo, tal intolerância, infelizmente, acaba sendo beneficiada. Por assim dizendo, ao garantirmos uma educação mais eficaz, voltada para o ensino inter-religioso e livre desse preconceito, estaremos mais próximos da erradicação do mesmo.

Portanto, de acordo com Sartre, “a violência sempre é uma derrota”, então, precisamos tomar certas medidas para sairmos vitoriosos da batalha contra a intolerância religiosa. Uma delas é a renovação das leis atuais sobre a laicidade do Estado e o respeito às religiões, pelo poder legislativo, buscando a diminuição desse problema e ajudando a todos os brasileiros. Também é de suma importância, com o auxílio das famílias, escolas e do Ministério da Educação, a criação de projetos educacionais, como palestras, com o objetivo de consolidar e levar ensino, principalmente aos jovens, sobre esse assunto. Assim, conseguiremos instruir a todos a como “amarmos uns aos outros como se não houvesse amanhã”, como já dizia Renato Russo, independentemente de qual religião cada um segue.