ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 30/03/2020
A intolerância religiosa é muito recorrente no Brasil, e possui diversos registros todos os dias, tendo como exemplo um caso de 2017 onde uma aluna candomblecista de uma escola pública em São Gonçalo foi ofendida por outros alunos e expulsa de sala pela professora após se defender. Muitos desses atos de violência estão relacionados a um contexto histórico e cultural do país, criados a séculos atrás.
Primeiramente, deve-se considerar como se deu a colonização do Brasil. O país foi colonizado por Portugal - sendo que a Europa era majoritariamente católica - e para mão de obra foram utilizados de escravos africanos e indígenas brasileiros. Devido a isso, foi enraizado um preconceito sobre pessoas negras e seus costumes, trazendo consequências sérias para os dias atuais, como a intolerância religiosa - onde as religiões mais afetadas são de matriz africana - e a desigualdade social.
Consequentemente, é preciso enfatizar que, a partir do preconceito histórico, foram criados esteriótipos sobre a imagem afrodescendente e sobre seus costumes, que ampliam as chances de ocorrências da intolerância religiosa. Um exemplo disso é o uso da expressão “macumbeiro” de forma ofensiva para todas as religiões de matriz africana.
Portanto, é conclusivo que a intolerância religiosa deve ser combatida. O Poder Judiciário deve assegurar o cumprimento da lei com rigor, buscando penas severas em casos de violência física. Além disso, devem ser criadas campanhas de conscientização com foco no público mais jovem, a fim de que eles cresçam e não pratiquem atos preconceituosos no futuro. Por fim, a população deve tomar providências caso presencie qualquer caso de intolerância, buscando denunciar o mais rápido possível.