ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 30/03/2020

A formação histórica e cultural do Brasil demonstra que o país, desde a sua formação, tem a influência de incontáveis religiões. O colonizador português trazia em sua embarcação a tradição católica; o escravo proveniente da África contribuiu para a disseminação religiosa daquele continente; imigrantes judeus que chegam frequentemente ao país tupiniquim tentam enraizar o judaísmo na cultura brasileira. Apesar de a pluralidade religiosa se mostra-se tão evidente na história e na contemporaneidade de nosso país, parte da sociedade não percebe (ou finge não perceber) a importância que a tolerância religiosa tem na atualidade.

A intolerância religiosa, nesse sentido, pode ser compreendida como mais uma das formas de desrespeito entre pessoas. Ela, por sinal, pode ter começado na formação do país, em que as famosas missões jejuítas do século XVI e XVII, desrespeitando as crenças e cultura de muitas tribos indígenas, tentaram catequizar utilizando-se da força. Por conta disso, em 20% dos casos relatados, em 2013, houve violência física.

Com o objetivo de crucificar de vez a intolerância na cruz do esquecimento, uma medida de intervenção eficaz deve ser adotada em caráter imediato. Apesar de já existir ensino voltado para as religiões nas escolas, as estatísticas mostram que ele ainda não é o suficiente. Para tanto, seria interessante que o Ministério da Educação aproveitasse a futura reforma que o Estado pretende realizar no ensino médio e intensificar nas matérias de ensino religioso e história a abordagem de religião, cidadania e tolerância.

Certamente, os jovens sairão da escola com nota máxima em cidadania. A partir de então, sabendo qual fora a formação histórica e cultural de seu país, ficará mais fácil para que esses mesmos jovens idealizem uma nação sem a cruz, a pedra e a ideologia da intolerância.