ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 04/05/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita no qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Entretanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que os caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a caracterização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do ensino religioso quanto da falta de mediação social. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Sobretudo, é fulcral pontuar que o combate a intolerância religiosa no Brasil deriva da baixa atuação dos setores governamentais no que concerne á criação de mecanismos que caibam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável para garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Portanto, devido à falta de atuação das autoridades, de acordo com a Constituição da República Federativa do Brasil e com toda a legislação que assegura a liberdade de crenças religiosas às pessoas, além de proteção e respeito, portanto isso não ocorre de modo efetivo, tendo muitos casos de preconceito religiosos nas instituições públicas. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a falta de mediação social como promotores do problema. Ou seja, partindo desse pressuposto, em que crimes contra sentimentos religiosos são comuns no Brasil. Dessa forma, tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a falta de mediação social contribui para perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o combate a intolerância religiosa no Brasil, necessita-se, urgentemente, de que o Tribunal de contas da União direcione capital que, por intermédio de Governadores, que será revertido em educação e informação, por meio de ONGS (Organizações não Governamentais) nas quais professores e psicólogos especializados no assunto sobre religião, administraram palestras em escolas, igrejas e universidades. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da intolerância religiosa, e a coletividade alcançará a utopia de More.