ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 11/05/2020
A Constituição Federal, promulgada em 1988, ampara a liberdade religiosa ao determinar o Brasil um Estado laico. Entretanto, destaca-se o monopólio católico, herdado da Idade Média, período em que a Igreja era a instituição mais influente sobre a sociedade. Tal domínio religioso refletiu sobre as demais crenças e estipulou um teocentrismo católico cabível até mesmo de punição à aqueles que discordassem. Logo, é evidente a importância da discussão acerca da intolerância religiosa no Brasil.
Segundo o sociólogo Karl Marx, “o homem faz a religião”, ou seja, a crença é gerada de acordo com a necessidade humana, e essa está em posse da classe dominante. Diante disso, evidencia-se, por exemplo, a bancada evangélica brasileira, essa que em muitas vezes, tenta impor seus dogmas por meio da política, ato que pode ser considerado inconstitucional e intolerante, em vista que a Constituição determina uma laicidade estatal.
Ademais, segundo pesquisa ao Datafolha, em 2019, 50% dos brasileiros são católicos; dessa forma, apesar do Estado laico, a sociedade não se diferencia muito da Idade Média, dito que o cristianismo segue como maioria religiosa. Nesse contexto, a intolerância religiosa é estrutural e adquirida diante de uma visão etnocêntrica, por exemplo, a expressão “chuta que é macumba”, é usada com caráter hostil e pejorativo. Portanto, a discriminação da fé ocorre diariamente no Brasil por conta do desprezo social acerca da educação religiosa.
É imprescindível, portanto, medidas para solucionar tal problemática. O Estado deve, por meio das instituições de ensino, seguir com a política da educação religiosa, a fim de estabelecer o respeito mútuo entre as crenças, assim como assegura a Constituição Federal. Os meios midiáticos em parceria à família devem atuar de forma concomitante na conscientização do ser, com o intuito de gerar tolerância sobre a fé alheia. Por fim, a sociedade deve se atentar a pauta para que possamos viver em um Estado livre de intolerância religiosa.