ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 14/05/2020

A Dominação através da Intolerância no Brasil

Desde o Brasil Colonial podemos perceber uma postura excludente em relação a religião em nosso país. Com a dominação portuguesa, os índios foram catequizados pela Igreja Católica e conduzidos a demonizar sua própria cultura politeísta, facilitando a submissão ao império. Sendo assim, podemos afirmar que a intolerância religiosa brasileira não acontece por acaso, mas é orquestrada como estratégia de manipulação política desde as raízes do país.

Para instaurar essa onda coletiva de preconceito, o medo tem papel fundamental. Como defendido pela filósofa Agner Heller, a intolerância é uma forma de proteção dos conflitos, confirmando ações anteriores e mantendo-se na zona de conforto. Ou seja, discutir a questão religiosa no Brasil é talvez admitir que seu pai, sua avó ou até mesmo si próprio está sendo preconceituoso, conclusão essa que incomoda e clama por mudança e por isso é evitada.

Por consequência, temos índices de violência relacionados a religião cada vez maiores. A esse aumento podemos relacionar também a representatividade que certas vertentes sofrem na sociedade, como as de matrizes africanas. Não apenas são difamadas em filmes, novelas, etc, muitas vezes associadas a bruxaria, bem como perderam acessos para um diálogo mais neutro, como era proposto pelo ensino religioso nas escolas, antes de assumirem caráter confessional no Governo Bolsonaro.

Para combater a intolerância religiosa no Brasil é preciso que o MEC (Ministério da Educação) inclua no Plano Nacional da Educação do ensino médio a implementação de palestras com líderes das principais religiões observadas no país, para comunicar sobre sua história e desmitificar seus dogmas. Com informação e representatividade supera-se o preconceito e preserva-se a manutenção do Estado Laico, garantido na Constituição de 88.