ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 18/05/2020

O Brasil, formado pela união de várias culturas, raças e religiões, entretanto sempre conviveu com a intolerância. Hoje, embora seja crime, a discriminação religiosa ainda é muito presente no cotidiano. Dessa forma, é preocupante que é um conceito tão mesquinho e ultrapassado ainda exista em uma sociedade que se diz “moderna”.

É relevante abordar, primeiramente, a persistente dificuldade de aceitar as diferenças. A Perseguição dos cristãos (império romano), as mortes dos judeus (nazismo) e as práticas do Estado islâmico, são eventos separados por pelo menos dois mil anos, mas que revelam que a problemática já é antiga. Nesse contexto, é notório que a inflexibilidade quanto à fé não se restringe a determinadas religiões, sendo um problema geral.

Além disso, nacionalmente, desde o período escravocrata, no qual estima-se que 4 milhões de africanos foram trazidos ao território, e são justamente as religiões de matriz africana as que mais são discriminadas. Por vezes, essas crenças são estereotipadas como “macumba” e “bruxaria”. Ainda nesse contexto, segundo o extinto Ministério dos direitos humanos, entre 2015 e 2017, a cada 15 horas uma denúncia era feita, sendo que 25% delas são relacionadas a devolução afro-brasileira.

Portanto, que medidas devem ser tomadas para que isso seja sanado. Diante disso, o Ministério da Educação juntamente com as Secretarias de Educação dos estados e municípios, através de emendas e licitações, devem criar programas com palestras e oficinas com sociólogos e psicólogos, em âmbito escolar e acadêmico, a cerca da liberdade religiosa e da aceitação do diferente. Perante isso, poderemos desconstruir falsas percepções sobre as crenças, pois segundo Kant “o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”