ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 01/06/2020
Sabe-se que a datar do período absolutista a intolerância religiosa está presente no Brasil, dito que desde o século XVI inúmeros imperadores buscavam catequizar os que não eram católicos.Em contrapartida, é notório que no cenário contemporâneo liberdade religiosa já é um direito de todo cidadão, todavia, a falta de respeito quanto a essa liberdade infelizmente ainda é um problema a ser combatido, visto que o ensino religioso nas escolas ainda é pouco praticado, além dos debates religiosos ainda serem um tabu para grande parte da população.
Em primeiro plano, segundo iluminista prussiano Immanuel Kant, “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. A partir disso, torna-se evidente que o Combate a intolerância religiosa está diretamente ligado à educação brasileira, a qual não promove debate de aulas de religião, a fim de ensinar os jovens e crianças a se respeitarem, independentemente de suas crenças. Outrossim, é possível dizer que grande parte dos alunos dependem diretamente da educação disponibilizada pelo governo para sua formação de opiniões, de modo que milhares de crianças indispõem de familiares presentes que as eduquem, tornando-se esse o papel dos institutos da educação.
Ainda, em segundo plano, é válido salientar que a agressão sofrida por fiéis no Brasil se dá devido ao preconceito enraizado na sociedade. Compreende-se que a religião afro-brasileira é a que mais sofre discriminação, pois segundo a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República essa é a religião com maior número de denúncias de discriminação entre 2011 e 2014. Dessa maneira, é possível dizer que a segregação racial é um dos principais mecanismos que corroboram intolerância religiosa no Brasil.
Portanto, faz-se extremamente necessária ação do Governo e do Ministério da Educação (MEC) para que estes apliquem e incentivem o ensino e os debates religiosos nas escolas por meio de palestras que visem combater a intolerância religiosa e a discussão sobre a mesma entre os alunos e o professor. Desse modo haveria maior respeito e interação entre o corpo discente e docente e, assim, a população brasileira seria menos hostil e, logo, mais respeitosa, de modo que todo cidadão não temeria praticar sua crença.