ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 02/06/2020

Durante o período colonial,a cultura europeia e de outros povos foram importadas para o Brasil. Dessa forma, a religião foi herdada dos diversos povos colonizadores. Todavia, o etnocentrismo Europeu proporcionou a inferioridade das outras religiões,ocasionando a intolerância presente. Assim, é precisos construir caminho para combater a intolerância através da alteridade e igualdade.

Em primeiro lugar, a habilidade de alteridade combate a intolerância religiosa. Nesse sentido, Tzvetan Todorov, filósofo búlgaro, argumenta que a capacidade das pessoas em se posicionar no lugar do outro pode permitir a sociedade em aceitar e entender as diferenças de forma mais ampla. Com isso, é possível compreender o caminho que o outro trilhou até o ponto que está, aceitando as diferenças presentes entre duas pessoas, seja ela de religião,de cultural, de classe, de cor e outros, combatendo assim a intolerância em diversos campos sociais e evitando preconceitos. Exemplo de intolerância religiosa são as agressões verbais e físicas sofridas em grande maioria por adeptos das religiões de origem africana de acordo com os dados disponibilizados pela Secretaria de Direitos Humanos. Logo, ensinar os indivíduos a entender pode diminuir a intolerância religiosa presente na sociedade atual.

Em segundo lugar, a igualdade de expressão e de adoração previne o preconceito religioso. Nesse aspecto, a constituição brasileira com o artigo quinto garante a liberdade de expressão de cada pessoas, além de penalidades com o artigo 208 caso haja interferência, agressão e depreciação a qualquer culto e religião. Deste modo, a garantia de liberdade e de adoração permite que indivíduos realizem suas crenças sem qualquer prejuízo jurídico. Todavia, o caráter cristão do Brasil proporciona a superioridade religioso católico e evangélico, ocasionando em conflitos contra religiões de outras origens, não havendo a pluralidade de ideias e produzindo uma ideia de superioridade. Exemplo desse caráter cristão brasileiro foi a adoção como religião oficial o catolicismo durante o período colonial. Então, é preciso combater esse ideal de superioridade com a adoção de ensino pluralizado.

Portanto, o Ministério da Educação (Mec), em parceria com os municípios, deve realizar ações, como visitas a museus, centros religiosos e locais históricos, por meio de atividades escolares, da mesma forma que são realizadas as excursões estudantis, para que os alunos possam entender a origem das diversas religiões e compreender o que elas passaram e passam, o que permitirá o exercício da alteridade, produzindo respeito ao diferente. Ademais, o Mec, em parceria com as escolas, deve produzir ações, como estudos e ensinos, por meio de eventos estudantis, da mesma forma que é feito com as diversas matérias escolares, para que os estudantes possam conhecer a pluralidade de crenças existentes, respeitando que não há culto superior ou inferior e entendendo que todos são iguais.