ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 01/07/2020
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride, quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a intolerância religiosa, no Brasil, atualmente, verifica-se que esse ideal é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste ligada à realidade do país, seja pelo desrespeito a laicidade, seja pelo crescimento da taxa de violência sofrida por alguns grupos religiosos. Nesse contexto, medidas devem ser tomadas a fim de que uma sociedade integrada e melhor seja alcançada.
É notório que os aspectos governamentais estejam entre as principais causas do problema. De acordo com o artigo três da Constituição Brasileira, explana o dever estatal de garantir um meio social seguro, justo e igualitário, garantindo o desenvolvimento nacional. Contudo, seguindo os últimos dados do Balanço Disque 100 acerca desse impasse, a ação legal encontra-se distante da efetivação, haja vista que denúncias de intolerância religiosa aumentaram 56% no Brasil em 2019. A maior parte dos relatos foi feita por pessoas praticantes de Umbanda e Candomblé, religiões de matriz africana.
Outrossim, destaca-se que o preconceito religioso é intensificado por valores socioculturais carregados de etnocentrismo, fruto de heranças coloniais discriminatórias. Nesse período, houve imposição da religião católica aos nativos, e escravos africanos por meio da catequização feita por padres jesuítas. Uma das várias consequências dessa imposição, foram às perdas de seus rituais, da língua nativa tupi.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas públicas que visem à construção de um mundo melhor. Logo, o Governo Federal, deve por meio da criação de leis mais específicas aumentar o tempo de punição para quem comete esse crime. Além disso, a escola instituição formadora de opinião, deve realizar palestras e seminários sobre o assunto e orientar as famílias a ter diálogos em casa sobre essa temática. Essas medidas devem permear a real democratização, a qual inclui o direito de igualdade e uma sociedade justa.