ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 03/07/2020

A colonização do Brasil, iniciada nos anos 1500, foi violenta em diversos aspectos, inclusive no religioso. Naquele tempo, a religião católica fazia movimentos de evangelização forçados por meio de guerras e massacres, e com os povos indígenas nativos e africanos escravizados não foi diferente. Assim, é possível dizer que as religiões desse país nunca passaram por momentos de paz e, ainda hoje, a intolerância religiosa existe.

Apesar dessa guerra cristã ter destruído as culturas religiosas de muitos povos, a resistência sempre existiu e muitos signos da igreja católica foram ressignificados e deram origem a religiões brasileiras de matriz africana, como a umbanda, que são as crenças que mais sofrem com a intolerância atualmente. Dentre os motivos desse preconceito, pode-se citar o estranhamento e o desprezo por tudo aquilo que é diferente e desconhecido, e também a elevação da própria crença como superior.

Para além disso, no Brasil existe uma bancada religiosa no Congresso Nacional que toma decisões de acordo com fundamentos religiosos e, por vezes, prejudica o andamento da ciência e da saúde pública no país. Contudo, apesar de tamanha influência cristã na política, o Brasil é laico desde 1890, e de acordo com dados do IBGE de 2010, mais de 80% da população brasileira é cristã e apenas 1,6% é umbandista, o que reforça a confiança dos intolerantes cristãos.

Portanto,com base nos argumentos supracitados, conclui-se que medidas devem ser tomadas para combater a intolerância religiosa no Brasil. Para isso, os Ministérios da Economia e da Comunicação devem disseminar, por meio de campanhas publicitárias, informações sobre as várias religiões que existem no país, com o intuito de desmistificar a ideia de que as outras crenças são erradas ou inferiores; e a bancada religiosa no Congresso Nacional deve ser extinta para que o país seja de fato não pertencente a uma ordem religiosa.