ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 10/07/2020
Em 1500, Pero Vaz de Caminha ao observar a população indígena e seus costumes descreve em sua carta ao rei de Portugal, D.Manuel, a seguinte frase: ‘‘Precisamos salvar esta gente". Este fato, deixa evidente que a intolerância religiosa no Brasil faz-se presente desde a chegada dos portugueses à terra na qual futuramente viria a ser chamada de Brasil, e, embora, tenha-se passado 5 (cinco) séculos esta problemática persiste na atual sociedade brasileira. Desse modo, exige-se um projeto nacional com o intuito de combater a austeridade religiosa e que insira nas escolas medidas educativas para alterar o quadro vigente brasileiro.
A princípio, a história do Brasil tem sua formação enraizada na intolerância religiosa, e isso evidencia-se pelo comportamento dos portugueses para com a cultura dos indígenas, inferiorizada por eles, somado a isso, no período da escravidão, no qual os escravos eram proibidos de cultuar seus deuses e de realizarem seus rituais religiosos. Porém, em 1981 com a promulgação da Constituição, o cidadão teria assegurado pelo Estado a liberdade de crença religiosa, mas, infelizmente, a intolerância e práticas preconceituosas perduram e na maioria dos casos os alvos de tais atitudes desrespeitosas são fieis de matriz africana.
Sob esse viés, segundo o historiador e filósofo Tzvetan Todorov “O ser humano tem dificuldades em reconhecer o diferente”. Diante disso, países europeus, por exemplo a Alemanha, implantaram projetos nas escolas, de maneira que os alunos possam desde a educação primária, terem acesso à vários tipos de crença, por meio de aulas ministradas por professores treinados e capacitados, não com o objetivo de convertê-los, mas sim, para conhecê-las e respeitá-las. Sob essa ótica, de modo análogo poderia ser feito no Brasil, com o foco de combater a atual problemática: o desrespeito às crenças, pois a cada 15 (quinze) horas, uma ligação é feita ao disque 100 dos Direitos Humanos, por pessoas que sofreram agressões físicas ou psicológicas por conta de suas escolhas religiosas.
Portanto, com a finalidade de combater a austeridade religiosa, urge que o Ministério da Educação em parceria com o Estado, introduza o ensino religioso nas escolas, com aulas administradas por professores capacitados e no qual contenham o conhecimento e formação em diversas crenças, e por meio de atividades, palestras, vídeos, e passeios a templos de cada religião possam ensinar aos alunos suas características, costumes e, principalmente, a respeitá-las. Com o mesmo intuito, ONG´s junto às prefeituras de cada cidade, levem à população palestras que abordem esta temática, podendo ser realizadas nas praças com o auxilio de carros de som mostrando que as religiões devem ser respeitadas e tratadas igualmente. Dessa forma, salvar-se-á esta gente da intolerância religiosa.