ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 15/07/2020
Com a vinda dos portugueses ao Brasil, indígenas que aqui viviam encontraram pessoas com identidades religiosas completamente diferentes das que conheciam, se deparando com o cristianismo. Algumas décadas depois, indivíduos oriundos da África também desembarcaram no país. Assim, várias culturas foram enraizadas devido à miscigenação e surgiram pessoas adeptas a religiões de origens africanas. Por mais que essa mistura de crenças e costumes seja parte da história brasileira, a intolerância religiosa ainda é tão evidente que no século XXI o país continua em busca de caminhos para combatê-la.
Em primeiro plano, essa intolerância é consequência, entre outros fatores, da falta de conhecimento para com algumas religiões. Crenças de matrizes africanas tendem a sofrer inúmeros preconceitos assim como as de origem muçulmanas são generalizadas em uma perspectiva pejorativa e tidas integralmente como radicais e terroristas.
Além disso, é notável que grande parcela da população brasileira é conivente com esse tipo de pensamento, resultando frequentemente em desrespeito ao tratar pessoas de diferentes religiões, e, muitas vezes, utilizam da violência física e verbal. Apesar do artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos garantir que todo ser humano tem direito a liberdade de pensamento, consciência e religião, na prática essa liberdade não é plenamente vivenciada pelas minorias religiosas.
Por conseguinte, para combater a intolerância religiosa, cabe aos órgãos competentes a reversão desse cenário, a partir de leis específicas e aumentando a punição para aqueles que cometerem qualquer tipo de violência devido à religião. Outrossim, cabe ao Ministério da Educação e Cultura, em parceria com a imprensa, o desenvolvimento de campanhas de conscientização, e a divulgação destas em rádio, televisão, redes sociais e até mesmo nas escolas, instituição que possui caráter influente de formação, através de palestras e seminários. Assim, o Brasil caminhará para um futuro no qual todo cidadão, independente de sua escolha religiosa, usufruirá do direito de liberdade imposto pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.