ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 10/07/2020

Durante a idade média, dois períodos artísticos complementares podem ser estudados de maneira que aborde um assunto muito preocupante: a intolerância religiosa. Dessa maneira,enquanto  a arte paleocristã era expressa por cristãos perseguidos pelas religiões politeístas, a gótica era a própria igreja implantando medo e recusa à outras fés.No entanto, essa repressão ao diferente não ficou só na história, assim como ,no Brasil,é uma consequência da mentalidade implantada na construção do país . Nessa perspectiva, é necessário que o Estado repare erros do passado ao buscar caminhos para combater a intolerância no país verde-amarelo.

Em uma primeira análise, a colonização do Brasil foi intolerante em relação as religiões já existentes. Tal pensamento é afirmado por uma frase construída em um dos livros de Pêro Magalhães de Gândavo ,a qual afirmava que no vocábulo dos povos nativistas não existia palavras nem com “F”, “R” ou “L’, ou seja, não existiria fé, rei nem lei. Nessa lógica, os portugueses, quando chegaram no que atualmente é as fronteiras brasileiras, desconsideraram todas as religiões existentes, pois viviam sobre uma visão etnocêntrica, isto é, como se somente teorias e ideias que partiam de europeus tinham validade e importância .À vista disso, a incompreensão à outras religiões foi incorporada à mentalidade brasileira já nos primórdios de sua construção.

Em uma segunda análise,a intolerância religiosa está muito enraizado no entendimento do povo por conta de uma política que durou anos e ainda influência os dias de hoje. Desse modo, os princípios da laicidade, ou melhor, aceitação da pluralidade de crenças só foi tratado de maneira séria na ultima e atual Constituição Federal. Sendo assim, por um período muito longo ora a religião e Estado estavam unidos, ora outras fé só podiam ser proferidas às escondidas. Portanto, a intolerância religiosa existente atualmente por conta de políticas aplicadas para criar essa mentalidade.

Em síntese, a intolerância às crenças é consequência de uma implantação de preconceitos apoiados pelas forças políticas. Sendo assim, é função do Estado trazer para debate a tolerância. Destarte, por meio de uma associação com as mídias sociais, uma campanha contra discriminação de fés seria implanta por propagandas e anúncios que expliquem onde denunciar e os artigos da Constituição que tratam disso. Para que, assim, a população veja que a intolerância religiosa é crime e o governo corrija os anos de uma política marginalizadora.