ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 03/07/2020
A intolerância religiosa é um problema que afeta a todos os fiéis. Embora determinadas religiões sejam ainda mais desrespeitadas que outras. Isso se dá por conta do preconceito entre os diferentes tipos de credo que contrastam nas religiões. Portanto, em defesa da liberdade religiosa, é necessário o cultivo da tolerância acerca de qualquer orientação espiritual.
Assim sendo, vale ressaltar que a Constituição Federal do Brasil de 1988 prevê o livre culto de qualquer religião como um direito fundamental. Dessa forma, é garantido que toda pessoa possa expressar adoração à divindade que preferir. Embora a liberdade de expressão seja também assegurado pela Carta Magna, ela não é permitida ser utilizada como subterfúgio para a prática de agressões de qualquer natureza. Afinal, como fundamenta o dito popular “o direito de um começa onde o do outro termina”. Importante também destacar que o Estado brasileiro é laico. Isso significa que não existe religião oficial no país e que este não possui autorização para intervir na crença alheia, como assegura a CRFB/88.
Outrossim, é saudável para qualquer democracia a existência de pluralidades ideológicas. Afinal, é assim que se torna possível cada um viver sua própria individualidade. Pois, sempre que há uma ameaça à identidade dos indivíduos pela obrigação a obediência de determinado segmento, a sociedade beira à ditadura. Situações como essa surgem silenciosamente e ganham maiores proporções se não houver resistência. Ilustra-se, por exemplo, a ascensão do nazismo durante meados do século XX na Alemanha. Assim, da mesma forma que Hitler adquiriu força aos poucos, a intolerância também o faz. Porque ambas as situações se fortalecem pelo número de pessoas que aderem a ela. Seguindo esse raciocínio, verifica-se que a causa do aumento do preconceito religioso é a própria falta de combate a ele. Bem como, uma grave consequência disso é uma possível opressão e hostilidade.
Diante do exposto, observa-se que é preciso enfrentar a falta de aceitação de diferenças. Para tanto, cabe ao Poder Público, mediante o Ministro da Cultura, promover palestras e apresentações artísticas em locais de fácil acesso ao público e entrada gratuita. Para que, por meio de peças teatrais e dinâmicas lúdicas, seja possível elucidar o quanto a discriminação religiosa pode ser prejudicial para a população. Para que seja transmitida para o maior número de expectadores possível, que sejam elas executadas nas principais municípios de todo território municipal e televisionadas em TV aberta. Bem como, ainda por o mesmo agente, a produção de publicidades de rádio e televisão que exibam a consideração por o próximo e suas divergências, com o fito de conscientização populacional. Dessa forma, o Brasil certamente estará diante de mudanças tímidas, porém revolucionárias.