ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 06/07/2020
A colonização do Brasil pelos jesuítas teve como objetivo doutrinar os índios na fé católica. Nesse viés, é possível perceber que desde a colonização o Brasil sofreu um processo de intolerância religiosa para com todos aqueles cuja crença divergia da católica. Mesmo após meio milênio, a intolerância religiosa persiste no Brasil e tem como suas causas a crença numa única religião como a “verdadeira” e a manutenção da hegemonia da religião dominante.
Inicialmente, é importante ressaltar que crença que apenas uma religião é a correta foi, e é, responsável por mortes até hoje. Nesse contexto, o Vaticano, ao ter seus dogmas contestados pelos protestantes, durante idade média, instaurou a Santa Inquisição com o intuito de punir os hereges, ou seja, todo aquele que discordasse dos seus dogmas. Ademais, os conflitos pelo território de Jerusalém, entre Israel e Palestina, perduram enquanto ambos acreditam possuir o direito divino ao local. Indubitavelmente, a crença que só uma religião é a correta causa grande intolerância em diversas partes do mundo.
Outrossim, a manutenção da hegemonia pela religião dominante traz diversos problemas à sociedade. A crianção do Index - lista de livros proibidos pelo Vaticano -, por exemplo, foi responsável pela destruição de diversos livros causando, dessa maneira, uma perda cultural gigantesca à época. O conhecimento das outras religiões pode, entretanto, mitigar a intolerância religiosa no Brasil.
Em virtude dos fatos mencionados, cabe ao Governo, por meio do Ministério da Educação, introduzir à matriz pedagógica a disciplina de Ciências da Religião - disciplina que tem por objetivo analisar os rituais e dogmas das religiões -, para que os brasileiros possam entender de maneira científica as origens das religiões e, por conseguinte, entender que não se pode afirmar que só uma é a correta e nem que deve haver hegemonia por parte de uma religião.