ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 15/07/2020

O trecho  “Quem me dera ao menos uma vez explicar o que ninguém consegue entender” da canção “índios” de Renato Russo, faz alusão a catequização forçada dos nativos brasileiros impulsionada pelos descobridores europeus, enfatizando que os religiosos cristãos portugueses não respeitavam ou buscavam conhecer as crenças indígenas. Dessa maneira, a intolerância religiosa não se deteve aos primórdios de qualquer civilização, ademais é presenciada nos dias atuais. Este reflexo social precisa ser repreendido e punido com leis eficazes.

Em primeiro lugar, é preciso evidenciar a falta de métodos governamentais para combater esse tipo de intransigência. Na Constituição brasileira de 1988 é previsto que qualquer cidadão possa cultivar a sua própria crença sem que aja qualquer repreensão, no entanto várias denúncias continuam impunes. Esta situação é evidenciada pelo ocorrido em 2000, quando o terreiro Candomblé de Iyalorixá Gildásia dos Santos e Santos foi invadido e depredado  por fiéis igreja Universal Reino de Deus. Devido a falta de leis mais rígidas, essa tipologia de crime ainda é exponencial no território.

Em segundo lugar,  órgãos governamentais do Brasil registraram que ,no ano de 2019, houve um  aumento de 56% no número de denúncias de intolerância religiosa em comparação ao ano anterior. O dado preocupante infere-se a um dano imprescindível à sociedade, pois questiona sua laicidade; limita a liberdade  de escolha e expressão de um cidadão; e apresenta indicadores de violência física e verbal. O bem-estar social é a utopia de qualquer comunidade, mas para é isso é essencial que as individualidades possam ser respeitadas.

Portanto, garantir que a liberdade de crença seja evidenciada é um desafio para o Brasil. O país conta com o disque 100 para relatar crimes relacionados a intolerância religiosa. Entretanto, essa medida não pode ser a única, apesar de ser muito importante. Dessa maneira, a viabilização de informação sobre as variadas religiões devem ser abordadas em escolas com mais frequência,e em espaços públicos em geral. Por conseguinte, as leis já existentes precisam ser validadas de forma mais profunda, cabe ao governo se atentar a essa prorrogativa. Por fim, é necessário entender que o comportamento humano é social e não naturalizado. Logo, qualquer forma de preconceito precisa ser combatida desde o principio, para isso os representantes legais de crianças e jovens precisam instrui-los da melhor maneira possível para que estes não sejam futuros reprodutores de uma conduta violenta e cruel.