ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 16/07/2020

Desde a colonização no Brasil, houve significante presença de indivíduos oriundos da África que contribuíram com a miscigenação cultural no país. No entanto, a influência eurocêntrica se destacou no cenário brasileiro valorizando mais o catolicismo e seus ideais do que qualquer outra religião implicando em conflitos discriminatórios entre crenças diferentes. Dessa forma, é indispensável a criação de políticas públicas que garantam o exercício da fé sem que haja repressões.

Embora seja assegurado por lei a liberdade de crença religiosa e a laicidade do Estado, segundo a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, cerca de 20% dos episódios ocorridos em 2013 por questão de religião envolveram violência, sendo as crenças de matrizes africanas o maior alvo. Esses dados ilustram a mentalidade dos brasileiros frente às doutrinas divergentes, reafirmando a permanência do eurocentrismo mesmo após séculos do período da presença de portugueses no Brasil.

Acrescido dessa problemática, a laicidade é utópica, visto que o atual Presidente da República se apoia em expressões como “Brasil a cima de tudo, Deus a cima de todos” reforçando a concepção de que há um dogma estabelecido, ignorando toda a diversidade cultural e religiosa presente num país vasto como o Brasil.

Logo, para que haja respeito e a devida validação das diversas religiões, é preciso que o Ministério da Educação atue com projetos informativos que exponham as particularidades das crenças, desconstruindo pré-conceitos reforçados socialmente. Ademais, é crucial a atuação de ONG’s com campanhas que enfatizem a seriedade em efetuar denúncias de práticas intolerantes.