ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 07/07/2020
No Período Colonial, os escravos trazidos da África para o Brasil eram estritamente proibidos de cultuarem suas religiões, porém faziam isso de modo secreto e, quando pegos, eram castigados ou até mesmo mortos. No entanto, hodiernamente, verifica-se que as religiões de matrizes africanas continuam sendo descriminadas, apesar de tantos anos passados. Essa problemática afeta, diretamente, os adeptos dessas religiões em suas vidas sociais, já que sofrem muito preconceito de pessoas ignorantes e maldosas. Assim, se torna necessário o acesso de instruções devidas sobre o assunto a população e a construção de políticas sólidas, que previnam e punam atos inconsequentes e intolerantes.
É Inquestionável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser feita de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. No entanto, no Brasil, é possível perceber que essa harmonia é quebrada, haja vista que não se vê uma progressão da justiça em extinguir, ou diminuir, atos de preconceito religioso. Assim, é possível perceber que apesar de ser um país laico na teoria, lamentavelmente, se encontra intolerante na prática.
Outrossim, destaca-se a falta de informação do brasileiro como impulsionador do problema. Adolf Hitler, por exemplo, conseguiu manobrar muitas mentes com seus ideias e preceitos, já que as fontes de informações da época eram limitadas e ele comandava as poucas que tinham. Porém, mesmo livres e com muitos instrumentos informativos, as pessoas se encontram alienadas e desinteressadas em aprender mais sobre outras religiões, acabando por prejudicarem muitas vidas.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem um país melhor. Destarte, os deputados devem formular uma lei legítima que promova a democratização do acesso ás instituições religiosas, incluindo as de matrizes africanas. Além disso, punir devidamente quem não respeitar tais locais, sendo a pessoa obrigada a dar uma doação para a instituição. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos e especialistas, que discutam o combate a intolerância religiosa, afim de que a sociedade se desprenda de certos tabus.