ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 09/07/2020
Declarada em 1948 pela ONU, a Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura a todos os indivíduos direitos sociais, como, a liberdade de culto e religião. Todavia, é notável que em terras tupiniquins persiste uma disparidade entre a tolerância em que a religião com maior número de adeptos (cristianismo) recebe do Estado em comparação com as menores, pois há uma certa visão universalista de crença e interferência religiosa na política de um país, aparentemente, laico.
Antes de tudo, é sabido que uma religião que é predominante em um país sofre pouquíssimos atos de repressão, porém quando são observadas as menores, como, as de origem africana, essas sofrem com preconceito, ofensas e vilipendio diuturnamente. Tais praticas estão tão enraizadas no subconsciente de uma elite cristã que, costumam chamar praticantes de candomblé de macumbeiros, satanistas, dentre outros termos pejorativos e,uma vez que, são a maioria nem percebem a dimensão das ofensas.
Da seguinte maneira, o Estado brasileiro detém uma bancada evangélica no congresso que cuida da elaboração de leis que beneficiam o cristianismo em contraste a outras vertentes religiosas. Assim, sendo uma contradição da laicidade referida pela CF de 88, ao passo que abre fronteiras para que o respeito com a liberdade de culto seja restringida a apenas um tipo de religião, criando, desta maneira uma “intolerância legal” outorgada pelo próprio Estado.
Portanto, é evidente que há um universalismo no pensamento religioso do brasileiro reiterado por um Estado que permite uma certa intolerância legal. Desta forma, é mister que os governantes façam uma assembleia extraordinária afim de averiguar e consertar a falta de laicidade do Estado por meio de leis que democratizem todas as religiões impondo limites no governo aos integrantes da bancada evangélica e dando lugares iguais a integrantes das religiões menores, assim a influência de uma será igual a outra em termos legais e em representatividade, de modo que a intolerância diminuirá e todas as crenças serão respeitadas.