ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 12/07/2020
Desinformação que gera intolerância
“Quando pratico o bem, sinto-me bem; quando pratico o mal sinto-me mal. Eis a minha religião” , segundo Abraham Lincoln. De fato, apesar das crenças pregarem a afetividade e a moralidade, há uma esfera conflitante no Brasil devido o preconceito com várias religiões, fazendo-se necessário medidas para acabar com a intolerância. Dessarte, a falta de estudo do contexto histórico das diversas crenças nas escolas também produz essa “desinformação”, que acarreta no preconceito e discriminação com doutrinas menos frequentes.
No Brasil, de acordo com o senso de 2010, a maioria da populção é cristã, com hegêmonia católica (56% de indivíduos declarados), mesmo o país sendo considerado laico. Em virtude da participação jesuítica na catequização, na época da colonização do Brasil. Ao passo que hoje, há uma intransigência com várias doutrinas no país, por exemplo, somente 0,3% (segundo censo de 2010) se declararam de religiões de matriz africana. Isto porque essas crenças permitem outra fé além daquela, mas pricipalmente porque elas sofrem discriminação perante a sociedade.
Na série Elite, produzida pela Netflix, uma garota muçulmana é impedida de usar seu “hijab”, um lenço tradicinal desses povos. De certo, isto causou um conflito da menina com a própria escola. Bem como, uma sociedade que não tem um estudo histórico da origem de várias religiões, tende a agir indiferente perante situações que pra outros indivíduos são comuns. Em síntese, nas escolas, esse conceito do “ser diferente” precisa ser aplicado, porque é o local onde se formam as gerações do futuro.
Certamente, nos colégios o ensino religioso é facultativo. Porém, uma alternativa, por meio do Ministério da Educação junto ao Ministério da Cultura, é a divulgação do estudo histórico (e não teológico), das várias religiões existentes no país. Por meio de palestras interativas, feita pelos profissionais habilitados junto aos professores de história. Assim, se produzirá uma sociedade sem preconceitos e mais informada.