ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 08/07/2020
Durante o Brasil colônia, índios foram catequizados pelos jesuítas. Essa ação ocorre devido a pensamentos etnocêntricos que contribuem para a intolerância com o diferente. 500 anos depois, o Brasil ainda perpetua a ideia da catequização através da supervalorização do cristianismo, fortalecendo assim movimentos de intolerância religiosa.
É importante analisar, em primeiro plano, que apesar do Brasil ser declarado um país laico, na prática, o Estado mantém um casamento com a Igreja. Prova disso, é a existência de uma bancada evangélica no congresso, entretanto não há uma bancada umbandista, ou uma espírita. Nesse cenário, perpetua-se o que o sociólogo francês Pierre Bourdieu determinou de violência simbólica, ou seja, o cristianismo é validado e provoca uma dominação acompanhada de anulamento das demais religiões. Dessa maneira, abre-se espaço para práticas intolerantes de fiéis etnocêntricos.
Em segundo plano, é imprescindível analisar que durante a escravidão, os escravos africanos tinham suas crenças demonizadas, sendo obrigados a anularem seus rituais e abandonarem seus deuses. Nesse contexto, desde então religiões de raízes africanas são, absurdamente, alvos de intolerância no Brasil. Prova disso é a existência do “Bonde de Jesus”, uma organização que ataca terreiros de umbanda e candomblé no estado do Rio de Janeiro.
Tendo em vista que a intolerância religiosa persiste como problema, urge a necessidade de o Estado promover educação sobre todas as religiões. Através do Ministério de Educação, deve-se implementar na grade escolar uma matéria com ensinamentos imparciais sobre a história de todas as crenças presentes no Brasil. Afim de possibilitar o conhecimento e o respeito ao diferente. Aliado a isso, fortalecer as medidas preventivas já existentes que criminalizam a intolerância religiosa. Assim, as pessoas deixarão de tentar catequizar o outro acreditando que sua fé é melhor.