ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 08/07/2020
Ao afirmar, “se queres prever o futuro, basta estudar o passado”, o filósofo chinês Confúcio fez, de certa maneira, uma comparação entre o passado e o futuro. De fato, ele estava certo, pois a intolerância religiosa não é um problema atual no Brasil. Prova disso é que, desde a colonização, variados grupos religiosos têm sido subjugados em virtude, unicamente, de suas crenças. Assim como, hodiernamente, as adversidades ainda persistem, seja pela influência familiar, que falha ao formar indivíduos incapazes de conviverem com o “diferente”, seja pelo preconceito, que é, tristemente, enraizado na sociedade. Nesse contexto, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes pelas autoridades competentes para buscar caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil.
Em primeira análise, vale salientar que o papel da família na sociedade brasileira é de grande importância, sendo, portanto, um dos principais pilares que contribuem com a injusta intolerância no Brasil. Segundo Platão, importante filósofo grego, o contato inicial que um indivíduo possui com a educação, também molda a sua conduta ulterior. Visto isso, e, tendo ciência de que o contato inicial que o cidadão possui com a educação é com sua família, nota-se que uma comunidade que possui falhas estruturas familiares, que erram ao ensinar os conceitos iniciais da vida para um jovem, tal sociedade será marcada por tristes traços de intolerância e desrespeito, mostrando, portanto, o vinculo direto entre a intolerância religiosa e a formação do cidadão desde a base familiar.
Ademais, um outro fator que, explicitamente, configura-se um propulsor da intolerância religiosa na sociedade atual é o preconceito, que existe desde a colonização no Brasil, fruto do mais profundo desconhecimento e da desinformação. De acordo com Voltaire, importante filósofo iluminista, todo e qualquer preconceito é uma opinião sem conhecimento. Logo, analisando a frase do ilustrado com o tema, conclui-se que a fonte do preconceito religioso na sociedade nacional é oriundo da desinformação do indivíduo, causando-lhe estranheza e repulsa ao que lhe é desconhecido, criando, consequentemente, uma sociedade intolerante em suas mais varias camadas.
Portanto, em detrimento dos fatos supracitados, urge que medidas sejam adotadas para que tal quadro social possa ser revertido. Com isso, o Governo Federa deve, em parceria com Ministério da Educação, realizar uma reforma na estrutura educacional brasileira, inserindo aulas, palestras e seminários, ministrados por especialistas e viabilizado por meio de verbas oriundas da união, que aborda as varias culturas e religiões que abrange o território, para desmitificar o imaginário da sociedade e, principalmente, corrigir a falha familiar, ensinando a conviver com o “diferente”. Com isso, após tais medidas serem adotadas, a intolerância religiosa no Brasil diminuirá de forma exponencial.