ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 13/07/2020

Ao analisar o tema intolerância religiosa, vê-se que é uma realidade no Brasil existente desde a colonização, quando os jesuítas vieram catequizar os índios. E, apesar de existir uma lei que assegura a liberdade de crença, muitas pessoas possuem problemas em respeitar a fé do outro e passam a cometer atos criminosos contra esses. Nesse caso, medidas precisam ser tomadas para que esse problema seja erradicado da população e estes possam se conscientizar sobre a importância da diversidade religiosa.

Em primeiro lugar, são diversos os casos de intolerância religiosa denunciados. Esse fato deve-se a dificuldade das pessoas em aceitarem a forma distinta que o outro escolheu viver, nesse caso, uma religião diferente para seguir. Além disso, outro ponto que contribui para essa discriminação é a imposição do cristianismo diante da população, fazendo com que as demais religiões sejam afastadas. Dessa forma, é possível afirmar que isso contribuiu para o crescimento da discriminação ao longo dos anos.

Em segundo lugar, o Brasil é considerado um país laico. Neste caso, manifestações religiosas são asseguradas pela legislação, ou seja, garantem a liberdade de correntes religiosas,e se houver qualquer impedimento ou perturbação a lei aplica uma pena de um mês a um ano, podendo ser aumentada caso envolva violência. No entanto, ainda é alta a ocorrência dessa intolerância, principalmente através das redes sociais com imagens, comentários maldosos, ofensas e os famosos “memes”.

Segundo Jean-Paul Sartre, a violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota. Desse modo, é necessário que medidas sejam tomadas para que a população se conscientize. É responsabilidade do Poder Legislativo, pela atribuição principal, e da polícia criar leis que fiscalizem com mais rigor e punir os casos de discriminação. Alem disso, o Ministério da Educação deve contribuir com palestras desde a educação infantil para que os estudantes aprendam e saibam conviver com as diversidades desde muito novos, e assim diminuir o preconceito enraizado.