ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 14/07/2020

A lei de diretrizes e bases de 1996 antevê que o ensino religioso na rede pública é opcional e deve ser aplicado com respeito às diversidades de crenças no país. Evidencia-se que a escola ao tratar do ensino de religião preserva o direito da livre manifestação da fé conforme estabelece a Constituição brasileira, permitindo que o aluno tenha repertório histórico religioso ,como a história das religiões , que faz parte da história da humanidade. No entanto, há desafios para evitar que o ambiente escolar vire um espaço da disseminação da intolerância religiosa .

A princípio é necessário avaliar que o mundo globalizado tende a tornar as coisas padronizadas .Contudo, ainda existem as diferentes exprsõeses de escolhas como as manifestações religiosas. Dessa maneira ,surge no indivíduo o preconceito por atribuir à si o que é positivo e ao outro o que é negativo, o que pode provocar atos de violência pela própria pessoa. Essa condição pode ser concebida por ser o reflexo de uma sociedade, que considera seus costumes e crenças superiores aos hábitos dos demais. A educação brasileira, que, na maioria das vezes, é altamente conservadora, agrava a questão.

Outrossim, vale destacar que essa situação é fortalecida por fatores socioculturais.A escravidão esteve presente durante a composição do Estado brasileiro, e com ela vieram as discriminações e intolerâncias culturais, provenientes de ideologias como a superioridade do Homem Branco. Infelizmente, tal panorama está presente no território brasileiro. O que mostra isso são os índices que indicam que os indivíduos pertencentes às religiões de matriz africanas são os mais afetados. Além disso, atenta-se que os obstáculos para previnir e combater o desprezo e preconceito religioso revela-se fruto de um legado colonial discriminatório, os quais omitem tanto o direito à vida quanto o direito de liberdade de expressão e religião. Diante disso, para combater a intolerancia religiosa ,o Estado deve veicular campanhas de conscientização nos principais meios de comunicação, para informar a população sobre a diversidade religiosa do país e a necessidade de respeitá-las. Simultaneamente, é importante o papel da escola de pregar a tolerância já que, segundo Immanuel Kant, “o homem é aquilo que a educação faz dele”. Portanto, a escola deve propiciar palestras sobre as diferentes crenças do país, aplicadas por especialistas na área , com a intenção de quebrar estereótipos preconceituosos e tornar os jovens mais tolerantes. Afinal, somente com a cooperação entre Estado e escola será possível lutar contra a intolerância, um mal que ameaça o Brasil.