ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 10/07/2020
Com base na história do Brasil, desde o séc XVI, grupos de jesuítas vieram à América, com o objetivo de salvar os indígenas que aqui viviam, pelo cristianismo, demonstrando a não aceitação e reconhecimento das crenças locais. Tal fato corrobora com a problematização atual brasileira, de pouco conhecimento popular sobre religiões de matrizes africanas e mulçumanas, que gera aumento de preconceito e, por conseguinte, intolerância religiosa. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação promover diciplinas obrigatórias sobre religiões e crenças mundias, e ao Senado a criação e voto de uma lei que assegure a criação de delegacias especializadas em crimes religiosos em cidades com maiores índices do mesmo.
A priori, a série americana “Homeland”, aborda como a falta de conhecimento sobre o Islamismo, cria na mentalidade social, um preconceito sobre a população árabe por todo ocidente. Tal fato é visto comumente no Brasil, não só com mulçumanos, mas também com religiões africanas, como a Umbanda e o Candomblé. Acerca disso, é possível perceber, como religiões de origens européias tem maior aceitação popular, por conta das opressões e determinações de crenças no processo de colonização de muitos países.
Em segundo lugar, conforme a citação do pedagogo Paulo Freire em “A Pedagogia do Oprimido”, “se a educação não transforma a sociedade, sem ela, tampouco a sociedade muda”. Logo, é possível notar como a falta de uma educação religiosa gera, na população brasileira, inúmeras formas de preconceitos, que são demonstrados desde desrespeito a costumes, até agressões verbais e físicas.
Portanto, a fim de arrefecer a intolerância religiosa no Brasil, se faz necessário que o Ministério da Educação implemente ao Programa Nacional de Educação, a meta da educação religiosa a partir do ensino fundamental para todas as escolas brasileiras, devendo encaminhar verbas para o treinamento de professores e a construção de novas matrizes curriculares, obrigatórias, para escolas públicas e privadas, o que a longo prazo, irá gerar maior conhecimento e aceitação. Além disso, o Senado deve criar e votar uma proposta de lei que tenha como objetivo a construção de delegacias especializadas em crimes de ódio de cunho religioso, em cidades com grandes índices do mesmo, devendo o Ministério da Justiça ser o responsável por financiar o treinamento das equipes policiais dessas delegacias, diminundo os casos de crimes a médio e curto prazo.