ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 11/07/2020
Na Idade Antiga, o rei da Macedônia, Alexandre (o grande), era conhecido por tolerar a cultura dos povos conquistados e por promover o helenismo, que consiste na fusão da cultura grega e de outras populações. Hodiernamente, o Brasil enfrenta dificuldades no que se refere a questão da intolerância religiosa. Isso deve ser enfrentado, uma vez que a Constituição Cidadã de 1988 garante a todo o cidadão o direito à liberdade de consciência e de crença. Em face ao exposto, dois aspectos fazem-se relevantes: a falta de conhecimento a respeito das diversas crenças e a carência de políticas públicas para combater a intolerância.
Em primeira análise, é lícito postular que a falta de conhecimento sobre as diferentes culturas e crenças tem impactos significativos no tecido social. De acordo com Sócrates, os erros são consequência da ignorância humana, posto isso, se percebe que a falta de conhecimento a respeito das diferentes culturas, crenças e de engajamento social corrobora para o aumento do índice de ações intolerantes, visto que diariamente cidadãos são vítimas deste crime. Além disso, o processo de formação do Brasil baseou-se no preconceito e discriminação das minoria. É fundamental, portanto, que sejam tomadas as providências cabíveis para inibir este tipo de conduta discriminatória.
Outrossim, é importante destacar a carência de políticas públicas voltadas para o combate a intolerância religiosa. Segundo o site G1, no ano de 2017 uma jovem foi expulsa da sala de aula, em virtude do preconceito por parte dos colegas e da professora, diante disso percebe-se a importância do desenvolvimento de campanhas nas mídias sociais para expor a problemática. Destarte, faz-se necessária a criação de políticas públicas e que ações discriminatórias sejam devidamente punidas.
Por conseguinte, medidas são necessárias para resolver o impasse. Como forma de garantir isso, o Estado, em parceria com o Ministério da Educação, deve desenvolver um projeto, por meio da inserção de aulas de história sobre diversas culturas e crenças na grade curricular, com mestres em história e cultura das religiões, com o objetivo de formar jovens mais tolerantes e engajados socialmente. Dessa forma, poder-se-á promover o desenvolvimento da sociedade brasileira e cumprir o que está previsto na Constituição.