ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 12/07/2020
Segundo a Lei da Inércia de Newton, a tendência de um corpo é ficar parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da física, é notório situação análoga acerca do combate a intolerância religiosa no Brasil, que segue sem caminhos para um combate efetivo. Nesse sentido, é necessário que medidas sejam aplicadas para a resolução do problema que possui como causas: a falta de confraternidade entre as comunidades religiosas e o legado histórico brasileiro.
Convém ressaltar, a princípio, que a falta de empatia entre os seguimentos religiosos é um fator determinante para persistência do problema. O sociólogo Zygmunt Bauman defende que o individualismo é uma forte característica da sociedade contemporânea. sob essa ótica, pode-se perceber que por muitas vezes as religiões não conseguir ter um olhar empático entre elas, conflitos são gerados e o problema é agravado. Assim, faz-se necessárias medidas que façam esses grupos coexistir.
Vale ressaltar, também, que o histórico brasileiro é um grande pilar do problema. Claudé Levi-strauss defende que para entender as ações coletivas da atualidade é preciso analisar os eventos históricos. Desse modo, mesmo que bastante presente no século XXI, a problemática tem raízes intrínsecas ao passado. Com a chegada da igreja católica no século XVI, foi classificada como errada qualquer outra religião no território. Dessa maneira, pode-se perceber que tal pensamento cunhado naquela época percorre a sociedade até os dias de hoje, e como consequência, qualquer religião que se distancie dos valores católicos é marginalizada.
Portanto, indubitavelmente, contornar os problemas entorno as consequências da heranças histórica e a ausência de empatia é o caminho para resolver a questão da intolerância religiosa. Logo, é preciso que o Ministério da Educação junto com a Secretaria de Cultura, crie campanhas publicitárias sobre a diversidade religiosa brasileira e a importância do respeito mútuo entre elas. Tais campanhas ocorreriam por meio de parcerias com especialistas da área, e seriam divulgadas no ambiente televisivo e nas redes sociais, como o “Facebook”, e contaria com o apoio de influenciadores digitais. Para que, assim, os cidadãos brasileiros sejam mais atuantes na problemática e a situação seja resolvida. Com isso, o corpo entrará em movimento como propunha Newton.