ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 15/07/2020

O livro ‘‘Utopia’’, escrito por Thomas More, retrata uma ilha na qual tudo é perfeito, com ausência de conflitos e problemas. No entanto, fora do universo literário, a sociedade perfeita não foi alcançada pelos seres humanos, pois a intolerância religiosa ainda é uma questão recorrente no Brasil, sobretudo para com as religiões afro-brasileiras, mesmo assegurada por lei, a liberdade de crença religiosa. Assim, cabe avaliar a questão.

Ressalta-se, de início, que o racismo estrutural existente na sociedade é uma das causas do problema. Em meados do século XV, após a descoberta do Brasil, uma grande quantidade de escravos africanos foram trazidos à America e obrigados a crer em um Deus diferente do seu, devido a imaginária superioridade do homem branco sobre os demais. Dito isso, é certo imaginar que essa fantasiosa ideia de ser superior perdura ainda nos dias de hoje, visto que, segundo dados da Secretaria de Direitos Humanos, as denúncias de intolerância religiosa para com essa parcela da população é cerca de 75% do número total, o que destaca a necessidade de amparo dessas pessoas em específico.

Além disso, cabe salientar também acerca das consequências do viés. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem estar social, porém, isso não ocorre no Brasil, pois, de acordo com pesquisa feita pelo Uol, cerca de 20% dos ataques intolerantes consistem em agressões físicas. Assim, não há dúvidas de que tais práticas exercem impactos negativos devastador na vida dos afetados, e, conforme  previsto na Constituição Federal a proteção a todas as expressões religiosas, cabe ao estado a reformulação de sua postura acerca do ocorrido.

Urge, portanto, que medidas sejam tomadas. Logo, cabe ao MEC, por meio das instituições criar um projeto interdisciplinar, para ensinar aos estudantes sobre as diversas religiões existentes e a necessidade de respeitá-las. Detalhadamente, o programa deve englobar disciplinas como história e ensino religioso para que o estudo seja apresentado sob várias diretrizes,  com intuito de formar cidadãos mais sábios e tolerantes.