ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 13/07/2020

A Constituição Federal de 1988, assegura a laicidade do Estado, garantindo punição a qualquer ato discriminatório contra a crença ou função religiosa da população brasileira. Entretanto, o racismo herdado desde a colonização faz das religiões de matriz africana ou afro-brasileiras as principais vítimas de intolerância religiosa no Brasil. Com efeito, um diálogo entre sociedade e Estado sobre os caminhos para combater a intolerância religiosa é medida que se impõe.

A princípio, vale ressaltar que durante a colonização do Brasil, houve o “endemoniamento” de todas as outras religiões que não fosse o Cristianismo. Conforme Gilberto Freyre, autor de Casa Grande e Senzala, a religião oficial da casa grande era o catolicismo, enquanto as outras crenças eram marginalizadas e se mantiveram vivas porque os negros lhe deram aparência cristã, conhecida hoje por sincretismo religioso.

Segundo o sociólogo Émille Durkhein, o ser humano é constantemente influenciado pela a sociedade que o rodeia, ou seja, a forma negativa que os colonos fundamentaram as crenças de matrizes africanas reflete no preconceito sofrido por elas hoje, dado que, de acordo a Secretaria da Presidência da República, tais doutrinas são as que mais sofrem discriminação por parte da população.

Dessarte, mediante ao exposto é indubitável a urgência para mitigar tal situação. Para tal, torna-se interessante que o Ministério da Cultura, promova através das mídias digitais, depoimentos das consequências que a intolerância religiosa causa as suas vítimas. Outrossim, o Ministério da Educação em parceria das Instituições Escolares por meio de e-books e cartilhas devem introduzir o estudo das religiões afro-brasileiras e matriz africanas, para que assim, desde a infância haja o reconhecimento de outras religiões e a haja o enfraquecimento do preconceito estrutural.