ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 14/07/2020

A intolerância religiosa no Brasil iniciou-se nos primórdios da colonização portuguesa, responsável pela evangelização em massa dos nativos e posterior escravidão dos africanos, que, através da migração forçada, disseminaram suas religiões pelo país e foram perseguidos desde então. Dessa forma, explicita-se que a força política cristã moldou a sociedade rigidamente, tendo em vista que, mesmo no século XXI, estudos do INEP a partir do jornal Folha comprovam que as religiões afro-brasileiras ainda são o principal alvo de discriminação no país.

Pode-se mencionar que o Congresso Nacional, órgão extremamente importante para a legislação brasileira, possui grande influência das bancadas evangélica e católica, representantes das camadas mais conservadoras do governo. Nesse contexto, mostra-se a negligência ao ideal de laicidade presente na Constituição Brasileira. Com isso, é incabível que exista tanta força cristã em meio a marginalização de religiões como as africanas, que seguem sofrendo ataques, que, muitas vezes são feitos com a “justificativa” de que foi em nome do Deus cristão.

Ainda convém lembrar que, a grande representatividade cristã na política permite manifestações dessas religiões de forma arbitrária para crianças e adolescentes nas escolas, através de disciplinas de ensino religioso ou até mesmo o hábito de promover orações diariamente contra a vontade das mesmas. Em conformidade com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, todo indivíduo tem direito a liberdade religiosa, portanto, os jovens não deveriam ser induzidos a adentrar em nenhuma religião a não ser que manifestem interesse em o fazer.

A partir dos fatos mencionados, faz-se necessária a criação, por parte do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, de um órgão que fiscalize possíveis manifestações religiosas na política sujeito à multa e expulsão das atividades para os que desrespeitarem o Estado laico. Com o auxílio de denúncias da população, é esperado que a supremacia de uma religião sob outra não seja mais um acontecimento recorrente no Brasil.