ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 15/07/2020
A intolerância religiosa se deve à vaidade de se achar o único correto. Fazendo uma analogia à declaração de Daniel Melgaço, pode-se adaptá-la a reflexão da nefasta realidade enfrentada pela luta ideológica das diversas religiões no Brasil. Diante disso, incluir os direitos da liberdade de expressão ainda é um desafio estagnado na sociedade, o que diminui a importância de expressões dos religiosos. Assim, o mito da liberdade de poder crer e praticar suas crenças impede a efetivação deste movimento no país.
É importante pontuar, de início, que o preconceito não desapareceu da sociedade brasileira em relação à diversidade religiosa, apenas encontrou formas mais sutis de se manifestar, o que o torna cada vez mais invisível. Esse fenômeno é marcado pelos ataques a templos e seguidores, presente no seio da estrutura social, retirando os seus direitos de todas as formas. O fato é que sucedeu-se o processo de harmonização entre os desiguais, o equilíbrio entre os antagonismos, gerando a hibridização cultural, o que dá a vários indivíduos, atualmente, a impressão de igualdade religiosa, negativando a importância dos movimentos religiosos, que veio para dar esperança aos povos e direcionamento espiritual para sua própria história. Com isso, os impasses nestas conquistas são resultados da herança do ´´mito´´ promovida pelos próprios brasileiros e das frequentes conotações pejorativas e ofensivas, que impedem a efetivação dos seus direitos.
É fundamental pontuar, ainda, a falta de empatia da sociedade. O filósofo Umberto Eco afirmou que os fundamentalistas dão um toque de arrogante intolerância e rígida indiferença para com aqueles que não compartilham suas visões de mundo. Acontece que, é preciso utilizar a racionalidade comunicativa, que consiste na capacidade do discurso político do ponto de vista do outro. Todavia, há inúmeras opressões que potencializam a falta de empatia, a verdade é que os cultos e ritos das mais diversas religiões, sofre preconceito e ataques todos os dias no Brasil. Desse modo, todas as variações de exclusão, não concorda e nem luta pela importância dos direitos dessas crenças exigida por meio da Lei nº 11.635, o que reafirma a tese defendida por Umberto Eco.
Portanto, é preciso minimizar os impasses que impedem a ação da liberdade de crer, para vencer o desafio que petrifica essa anomalia no Brasil. Desse modo, é necessário que a Secretaria dos Assuntos Estratégicos atue por meio do planejamento social ,a longo prazo com o MEC, uma vez que levantará as questões no âmbito escolar como prioridade, que são atuais, concretas e precisam ser lembradas com urgência, a fim do desenvolvimento do país no que diz a respeito a atenção ao movimento religioso e ao compromisso de desconstruir os papéis estereotipados e banir esse mal do âmbito social. emrelaçãoascrenças,.pomedinceparticipação religiosa em programas e atividades tidas com exceções, com aulassobre esses direitos, para quebrar o mito e os estigmas refletidos na sociedade. Somando a isso, é importante a ação do ministério das comunicações, através do trabalho conjunto com a mídia como veículo para empatia social, a fim de mostrar como os direitos de acreditar em alguma divindade são afetados e adaptar a ideia de Umberto e Daniel de defesa do direito do próximo na sociedade brasileira.