ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 15/07/2020

Com a expansão marítima, impulsionada por uma tentativa de expandir o catolicismo que estava sendo ameaçado devido ao protestantismo, e a colonização do Brasil por Portugal, então chega no país a Igreja Apostólica Romana, que através dos jesuítas impõe a religião católica aos ameríndios por não aceitarem o politeísmo, e esse acontecimento marca o início da intolerância no Brasil.

O Brasil sofreu influência de vários povos, por exemplo os europeus, africanos e dos próprios ameríndios, ou seja, existe uma mistura étnica e cultural muito forte, e mesmo com a laicização do país e da criação de leis contra a intolerância ela ainda persiste no país, comprovado através do aumento em 2019  de 56% dos casos segundo o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos.

As redes sociais, principalmente o Twitter, tem sido um importante agente na exposição de casos de pedofilia e racismo como também a intolerância religiosa. O caso de Leo Dias, jornalista, com a cantora de nome artístico Anitta ficou famoso, pois ele expõe a religião da celebridade, que tem origem africana, e faz crítica a crença da mesma, o que é inaceitável, principalmente em um país declaradamente laico, o que mostra que mesmo que as pessoas tenham a liberdade de escolha, elas são duramente criticadas por isso, mesmo que tenha lei que assegura sua crença ou não crença.

Sem dúvidas a intolerância religiosa é presente no país, observado também através da destruição de locais de culto, como ocorreu em Diamantina no ano de 2019 em que uma igreja foi queimada, profanação pública de locais religiosos e a recusa de prestação de serviço nesses locais.

Em hipótese alguma, atitudes preconceituosas devem ser deixadas de lado no Brasil ainda mais em um país com tamanha diversidade cultural. Infelizmente mudar o pensamento de pessoas adultas e idosas é mais difícil para combater, portanto cabe apenas a aplicação rígida da lei. Contudo, a esperança dos brasileiros são as crianças, com a esperança de um país melhor, sendo assim é de extrema importância que as aulas de Ensino Religioso que já tem na grade curricular do Ensino Fundamental I explore não somente as religiões cristãs, mas todas as monoteístas e politeístas, mostrando a pluralidade cultural, a necessidade de compaixão, amor ao próximo e que a pessoa mesmo que não cultue qualquer tipo de fé ela também merece ser bem vista pela sociedade.