ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 15/07/2020

O Estado laico trata todos os seus cidadãos igualmente, independentemente de sua escolha religiosa, e não deve dar preferência a indivíduos de certa religião. Segundo uma pesquisa da DataFolha publicada em janeiro de 2020, 50% dos brasileiros são católicos, mesmo com maioria católica, o país é oficialmente um Estado laico, ou seja, adota uma posição neutra no campo religioso. Entretanto, a intolerância religiosa é uma realidade no Brasil, tornando necessário o seu combate para o direito da liberdade individual e da sociedade.

Na colonização brasileira os padres jesuítas impuseram o catolicismo, transformando o Brasil um país cristão. Contudo, outras religiões de cultura africana e indígena acabaram proibidas, formando um grande preconceito ainda existente na sociedade. A intolerância não se manifesta apenas pela agressão física, representada por 20% dos casos, mas também por ataques verbais, que ferem a liberdade do outro, a cidadania e a constituição brasileira.

No entanto, essa problemática está longe de ser resolvida. Contrariando a laicidade do Estado, pode-se citar, o slogan de campanha do atual presidente Jair Bolsonaro “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, o que foge da posição neutra no campo religioso e pode gerar um retrocesso. Além disso, muitas escolas possuem o ensino religioso, mas que abordam apenas o cristianismo e deixam de lado outras religiões, o que dificulta o combate do preconceito. Portanto, apesar de existirem leis contra a intolerância religiosa, ainda são muito leves e em alguns casos nem ao menos chegam a julgamento.

Dessa forma, medidas são necessárias para mitigar o problema. O Ministério da educação deverá alterar o currículo de ensino religioso nas escolas, para que a disciplina aborde diferentes religiões e seja de conteúdo informativo abordando o contexto histórico para que não ocorra pregações em salas de aula e ressalte a importância do respeito a diversidade religiosa. Também é de extrema necessidade criar debates sobre o assunto para a população por meio de comunicações, como internet, rádio, televisão e palestras. Por fim, deve-se discutir a criação de leis mais severas para que todos casos sejam levados devidamente a julgamentos.