ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 15/07/2020
Durante a Segunda Guerra Mundial milhares de Judeus foram perseguidos e mortos, isso ocorreu devido a intolerância do governo mediante à crença Judaica. Atualmente, a intolerância religiosa está enraizada na sociedade, isso gera um aumento de violência e preconceito nas relações sociais. Sendo assim, tanto a lenta mudança de mentalidade social, como a insuficiência de leis, agrava a resolução desse grave problema social.
É importante ressaltar, em primeiro plano, o pensamento do psicanalista, Pedro Santi, que aborda a intolerância como uma afirmação do eu, então, o que é bom pertence ao eu e o que não é pertence ao outro. Nesse contexto, é indubitável, que muitas pessoas não sabem conviver com as diferentes formas de expressão da fé, não respeitam o que é diferente dos seus princípios. Dessa maneira, as relações sociais ficam cada vez mais intolerantes e a mudança de mentalidade social mais tardia. Cabe mencionar, em segundo plano, que de acordo com pesquisas, os fiéis de religiões Afro-brasileiras são as principais vítimas de discriminação no Brasil. Com isso, é notável, que a liberdade de livre manifestação da fé, presente na Constituição brasileira, não é uma realidade. À luz disso, é perceptível, que é preciso leis mais rígidas, que protejam a livre expressão de fé de todos os brasileiros.
Isto posto, portanto, medidas devem ser tomadas para que a intolerância religiosa não seja mais uma problemática. Assim sendo, cabe ao Ministério das Comunicações viabilizar conteúdos midiáticos, que abordem temas sobre o respeito às crenças religiosas, a fim de proporcionar uma mudança de mentalidade social em relação a intolerância religiosa, assim tornando o respeito parte da convivência social. Ademais, cabe ao Poder Legislativo criar leis rígidas, que protejam a livre manifestação religiosa da população, desse modo fazendo jus ao estado laico, a sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos na qual o Brasil se pactuo a ser a partir da Constituição.