ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 15/07/2020

“A violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida e a liberdade do ser humano.” A frase do Papa João Paulo ll pode ser associada com a pertinência da intolerância religiosa no Brasil. Nesse sentido, torna-se necessário combatê-la, para estabelecer a manutenção da dignidade humana e a liberdade individual de crenças.

Em primeiro plano, durante o período de colonização do país, os portugueses trouxeram diversos padres - denominados “jesuítas” - para “catequizar os escravos e nativos, impondo o catolicismo como religião oficial do Brasil. Entretanto, os escravos vindos, principalmente da África, foram impossibilitados de exercer suas crenças, valores e religiões. Aprimorando o preconceito ainda existente na sociedade. Segundo o Disque 100 - Serviço de Proteção dos Direitos Humanos -, em 2019, houve um aumento de 67,7 de denúncias contra intolerância religiosa, sendo a maior parte, por religiões de matriz africana.

Ademais, cabe analisar que durante o ensino fundamental boa parte das escolas públicas possuem ensino religioso, as quais evidenciam o cristianismo como sendo a principal religião a ser seguida, afastando os alunos das outras crenças existentes e impossibilitando que os mesmos, possam aprender a respeitar as diferenças. Segundo o IBGE, 4,2% dos estudantes, entre 13 a 17 anos, que sofreram bullying apontaram a religião como principal razão para o preconceito.

Portanto, Cabe ao governo criar uma emenda constitucional que condene severamente os atos de intolerância religiosa, sejam eles físicos, verbais, emocionais ou pela internet. Garantindo que todas as denúncias sejam julgadas por defensores públicos e apoiando as vítimas com atendimento psicológico gratuito. Outrossim, o Ministério da Educação deverá modificar o currículo das aulas de ensino religioso das escolas, afim de abordar as diversas religiões existentes e a importância de cada uma delas, conscientizando e reeducando os alunos. Dessa forma, o estado não perderá sua laicidade e a intolerância religiosa  será combatida.