ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 15/07/2020

O processo evolutivo da humanidade sempre esteve atrelado à descoberta do novo e da explicação dos fenômenos naturais. Nesse sentido, a existência de aspectos místicos e supersticiosos foram e são necessários até hoje para a vida em sociedade. Desse modo, muito embora a existência de leis constitucionais –assim como o advento dos direitos humanos– muitos são ainda, aqueles que enfrentam, todos os dias, as mazelas da discriminação por motivo de crença.

É incontrovertível a presença inexorável do conflito entre dogmas e crenças da sociedade. Desse modo, os processos de expansão civilizacional ocorridos ao longo da história, utilizaram como subterfúgio, motivos dogmáticos, fazendo com que crenças distintas se colocassem como forças antagônicas entre si.

Do mesmo modo, religiões de matrizes Africanas, por exemplo, sofreram do sincretismo religioso por parte dos Europeus durante o processo de colonização do Brasil e que, inevitavelmente, reflete na situação atual. Logo, além de terem suas divindades trocadas por aquelas das religiões dos colonizadores, as crenças africanas eram e são, até hoje, alvo de simplificações pejorativas –como a expressão macumba– que nada ajudam no problema.

Nesse sentido, com base na obra “A banalidade do mal” da filósofa Hannah Arendt, o problema social do preconceito religioso, não tendo sua gravidade efetivamente analisada e problematizada , se torna um problema corriqueiro aos olhos da massa, assumindo assim, papel ainda mais deteriorante dentro do aparato social.

Assim, é evidente a dificuldade em transpor as barreiras desse problema, assumindo que o mesmo esteja recorrentemente presente na sociedade durante todo o seu processo histórico mundial. Logo, grandes passos seriam dado com o incentivo, pelo Governo Federal, da inserção na grade curricular básica, da disciplina de ensino religioso, abordando a variedade de crenças no planeta. Parafraseando o patrono da educação brasileira: “a educação muda o indivíduo, e este, por conseguinte mudará o mundo”.  Do mesmo modo, o incentivo à divulgação do problema deve ser feito a partir de telenovelas, livros e palestras, de forma que exortação e explicitação das consequências advindas do mesmo, sirvam de auxílio para a população à transposição de suas causas primeiras.