ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 16/07/2020
O processo de expansão marítima português, entre outros motivos, deu-se pela busca de adeptos ao catolicismo, vide sua fragilização desde à reforma protestante; Com a colonização da então terra de Santa Cruz, houve a catequização de autóctones, reverberando de geração em geração o prevalecimento de uma crença cristã, hoje dominante. A partir disso, observa-se que, contemporaneamente, devido o funcionamento de algoritmos dentro do contexto virtual, há-se maior dificuldade de aceitação de crenças não convencionais, levando ao descumprimento da constituição brasileira. Sob esse viés, faz-se imperiosa a intervenção a fim de mitigar os entraves que impedem os meios de combate à intolerância religiosa.
Em primeiro plano, é notório como fator que impede a familiarização com o desconhecido o atual funcionamento de redes sociais. Para análise, é valido salientar o funcionamento de algoritmos em redes sociais (como o ‘‘Facebook’’), nas quais as informações acessadas pelo usuário são analisadas, e automaticamente são recomendados assuntos e opiniões parecidos com as desse. Conclui-se, assim, que tal funcionamento corrobora para a criação de bolhas ideológicas, no contexto da problemática, bolhas religiosas, fortalecendo, por fim, preconceitos acerca de crenças diferentes da vigente de cada pessoa.
Outrossim válido, são as consequências no imaginário de pessoas em bolhas sociais, cuja desinformação se traduz com preconceito, ferindo, desse modo, a legislação. Para alicerce, salienta-se o artigo terceiro, da constituição brasileira promulgada em 1988, que assegura o bem de todos os cidadãos da nação, independentemente, entre restrições adversidades, de suas crenças. Porém, a facilidade e o falso anonimato promovido pela internet encoraja opiniões preconceituosas para com religiões incomuns às massas, tal o candomblé e o espiritismo, desprovendo a liberdade religiosa e promovendo o ódio alheio.
Diante dos expostos, urge, logo, que a sociedade responsável inalienem-se sobre a miscigenação brasileira, e que por meio de uma revisão de princípios éticos, possam reconhecer o erro ao qual foram induzidas pelas bolhas religiosas. E que também, por meio de verba nacional, o Ministério da Cultura promova um evento itinerante, de escala nacional, sobre culturas brasileiras, a fim de auxiliar no aprendizado sobre pluralidade religiosa. Ao assim ser efetivado, por fim, valer-se-ia a constituição que rege o Brasil, a pluralidade e o respeito prevalecer-se-iam igualmente.