ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 16/07/2020
Em um mundo cada vez mais globalizado, no qual é possível observar o multiculturalismo acentuado, a intolerância religiosa é um problema de proporções consideráveis para a sociedade. Dessarte, em um país formado pela confluência entre três matrizes culturais, a indígena, a lusitana e a africana, é possível observar no Brasil a diversidade de religiões entre a população. Entretanto, a liberdade e a pluralidade religiosa não significa a aceitação e respeito para com as práticas e crenças alheias.
Em primeiro lugar, vale destacar que a intolerância religiosa não trata apenas da pessoa que não aceita, mas também quem não tem a habilidade ou não se esforça para entender a religião de outrem. Apesar do desenvolvimento social e do acesso a informação ao longo dos anos, no qual há cada vez mais o intercambio cultural, a capacidade de compreensão das diferenças parece não acompanhar essa evolução. Isso seria uma consequência da modernidade que, segundo Zygmunt Bauman, o individualismo da atualidade torna as relações interpessoais mais fracas e indiferentes, resultando na ausência do respeito mútuo.
Ademais, no Brasil, a intolerante religiosa está ligada diretamente ao racismo, por conta do alto número de denúncias de crimes contras adeptos das religiões afro-brasileiras. Nessa situação, verifica-se que esse tipo de discriminação se fundamenta na etnia, na cultura e no histórico social. Diante da falta de respeito há o constrangimento público e exclusão social da vítima, oportunizando a violência física e psicológica.
Portanto, medida devem ser tomadas para mudar essa situação no Brasil. Faz-se necessário que o ainda na escola seja promovida uma educação religiosa que valorize o conhecimento da história de todas as religiões e noções de diferenças culturais. Dessa forma, o jovem brasileiro vai aprender a reconhecer a diversidade cultural natural intrínseca ao mundo e a tolerar a liberdade religiosa.