ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 16/07/2020
Na obra “Utopia” o autor inglês, Thomas more, descreve uma ilha onde todas as religiões são permitidas. Na atualidade, a intolerância religiosa ainda se faz presente no cotidiano brasileiro. Isso se deve a omissão estatal atrelada ao preconceito incrustado na sociedade. Logo, cabe ao agente necessários a resolução destes entraves.
Segundo o artigo 5º da Constituição Federal promulgada em 1988, a liberdade religiosa deve ser assegurada pelo Estado. No entanto, a displicência dos governantes permite o descumprimento da lei, ocasionando a iconoclastia e desrespeito aos cultos de matrizes diferentes da cristã. Tangente a isso, o filósofo contratualista, Thomas Hobbes, escreve em sua obra “O leviatã” acerca da necessidade de um Governo provedor de direitos que assegurem a coesão social. Diante ao exposto, é notória a atual dissociação destes conceitos.
Ademais, os século nos quais o eurocentrismo fazia parte da vida colonial ainda afetam os dias atuais. Neste sentido, o preconceito religioso se fundamenta no passado de intolerância do país, passando pelas gerações como uma cultura deturpada e alimentando o ódio e preconceitos. Sob este viés, a filósofa alemã, Hannah Arendt, teoriza sobre a “Banalidade do mal”, a qual conceitua a normalização de práticas hediondas, uma vez que estas são replicadas em larga escala e cotidianamente. Á vista disso, urge o fim deste paradigma.
Infere-se, portanto, que há necessidade de findar a intolerância religiosa. Para isso, o Ministério dos Direitos Humanos deve assegurar a laicidade do Estado, através de propagandas socioeducativas e contratação de fiscais terceirizados, a fim de respeitar o artigo 5º. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Educação reverter o eurocentrismo empregado informalmente pelos pais, por intermédio da disponibilização de aulas da cultura nativa e africana, objetivando o esclarecimento da juventude, a fim de obliterar os preconceitos que movem a intolerância religiosa. Assim, a realidade brasileira se aproximará da utopia de Thomas More.