ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 16/07/2020

O Brasil apesar de considerado um estado laico segundo a Constituição Federal de 1888, é um dos países onde mais se predomina a religião católica, que nos dias atuais vem sendo inserida cada vez mais no âmbito político. Em resultância disso, nota-se uma intolerância por parte dos brasileiros em relação as outras religiões, sobretudo pelo desrespeito a outros estilos de vida e pela falta de informação.

Em primeiro plano, podemos destacar que muitos utilizam a própria fé e religião para atacar o próximo, como com interpretações específicas da bíblia cristã. É explícito também os discursos de ódio por parte dos líderes religiosos dirigido às outras religiões. Vale ressaltar, que essa ignorância é muito mais agravante, já que por conta dela a intolerância é muitas vezes interligada a outros tipos de preconceito, como xenofobia, racismo ou até mesmo homofobia. Fato evidenciado pela Secretaria de Direitos humanos, que mostra que as religiões de matrizes africanas são as mais atacadas atualmente.

Ademais, a falta de informação também conta, já que a relação ao real sentido de determinadas culturas ou religiões torna o assunto banal para os que não as seguem, virando alvo de piada e ódio. A exemplo disso é o termo “macumba” usado para se referir ao candomblé de uma forma vulgar, ou a visão de que todos os muçulmanos são terroristas. Essas ideias espalharam-se de um jeito grandioso, e, grande parte delas são direcionadas a religiões de outros países, o que mais uma vez, destaca a xenofobia presente na sociedade.

Outrossim, o Ministério dos Direitos Humanos deve aplicar punições mais severas àqueles que cometerem o crime de ódio, com fiscalizações rígidas, sobretudo na internet onde as pessoas se sentem mais livres para serem preconceituosas. Além disso, é preciso que em parceria com a mídia desmistifique a ideia vulgar das pessoas com outras culturas, por meio de propagandas em rádio e televisão. Dessa forma, teremos uma sociedade que exerça mais respeito ao outro e seja justa.