ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 04/08/2020
O período Colonial do Brasil, foi marcado com grande relevância a excessiva tentativa de converter os índios ao catolicismo. Embora essa tenha sido a realidade do século XXI, ainda hoje é seguido as mesmas ideias de sua origem: imposições de crenças e violência. No entanto, a lenta mudança de mentalidade social e a incerteza de denunciar dificultam a resolução dessa problemática, o que gera um grave problema social. Com isso, surge a problemática do preconceito religioso que persiste intrinsecamente ligado à realidade do país, seja pela insuficiência de leis, ou pela carência de mudança de mentalidade social.
Brás Cubas, o defunto-autor de machado de Assis, diz em ‘‘memórias póstumas’’ que não teve filhos e não transmitiu a nenhuma criatura o legado da nossa miséria, hoje, talvez, percebesse acertada sua decisão: a postura de muitos brasileiros frente a intolerância religiosa é uma das faces mais perversas de uma sociedade. É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Conforme Aristoteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível notar que no brasil, a perseguição religiosa desfaz essa harmonia: haja vista que, embora esteja previsto na Constituição o principio da isonomia, o qual todos devem ser tratados igualmente, muitos cidadãos se utilizam da inferioridade religiosa para externar injúrias e excluir essas pessoas de divergentes religiões da sociedade.
De acordo com Durkheim, o fator social é uma maneira coletiva de agir e pensar, seguindo essa linha de raciocínio, é possível observar que o aprestamento do preconceito religioso se encaixa na teoria do sociólogo, uma vez que a criança convive com uma pessoas com esse comportamento, tente a aderir-lo também por conta da sua vivência em grupo. Assim, a continuação do pensamento da inferioridade religiosa, transmitido de geração em geração e enraizado desde a época da Colonização do Brasil, funcionando como base forte dessa forma de preconceito, perpetuando o problema no país.
Sendo assim, cabe ao Governo Federal construir delegacias especializadas em crimes de ódio contra a religião, a fim de pacificar a prática do preconceito na sociedade, além de aumentar a pena para os praticantes. Ainda cabe à escola criar programas e palestras sobre as religiões e suas histórias, visando a informar crianças e jovens sobre as diferenças religiosas no país. Ademais, a sociedade deve se mobilizar em redes sociais com intuito de conscientizar a população sobre os males da intolerância religiosa. Assim, poder-se-á transformar o Brasil em um país desenvolvido socialmente e criar um legado de que Brás Cubas pudesse se orgulhar.