ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 07/08/2020
Com a chegada dos portugueses ao Brasil, indivíduos oriundos da África embarcaram juntamente no país. Assim, diferentes culturas foram estabelecidas pela miscigenação e começaram a surgir pessoas adeptas às religiões de matriz africana. Desde então, é perceptível a intolerância a essas religiões, já que passaram pela catequização e deveriam cultuar seus orixás através dos santos católicos. Atualmente, infelizmente tal problemática ainda permanece na realidade da sociedade, em que indivíduos são alvos de violência e a quantidade de casos denunciados por intolerância cresce a cada ano.
Em primeira análise, cabe destacar que, apesar da Declaração Universal dos Direitos Humanos assegurar o respeito universal sem distinção de religião, não são todos os indivíduos que põem em prática. Para comprovar tal aspecto, pode-se citar o caso de uma menina de 11 anos, a qual levou pedradas ao sair de um terreiro de candomblé no Rio de Janeiro, em 2015. Com isso, é perceptível que no Brasil, a intolerância religiosa é praticada, em maior escala, contra as religiões de matriz africana, como comprova a Secretaria de Direitos Humanos, devido à vontade de anular a crença associada aos povos originários da África.
Em segunda análise, cabe ressaltar que um dos principais motivos que desencadeiam os atos violentos é o pensamento de alguns indivíduos de que uma religião deve se sobrepor a outra. Tal conjuntura é semelhante ao período em que os cristãos eram perseguidos pelo Império Romano, porém, com o pensamento republicano atual, a democracia separa o Estado da religião, formando o Estado laico. No entanto, diante de tal pensamento, casos de perseguição às diversas religiões continuam a existir, como o caso em que dois jovens destruíram uma Igreja Católica em Minas Gerais, em 2014.
Portanto, diante dos acontecimento citados, é essencial que medidas sejam providenciadas. Diante disso, cabe às escolas e às famílias trabalharem em conjunto para a formação ética e educacional das crianças, por meio de, respectivamente, palestras e diálogos frequentes, em que devem debater acerca do respeito às diferentes religiões como fator fundamental para o convívio coletivo, de modo a combater a intolerância. Ademais, cabe à mídia, devido ao grande poder de influenciar os cidadãos, incentivar a denúncia de atos preconceituosos e evidenciar que de acordo com o Código Penal, a intolerância é crime, mediante campanhas educativas, a fim de punir, por meio de detenção, os indivíduos que infringirem a lei. Somente assim, será possível assegurar os direitos garantidos pela Declaração Universal e obter a diminuição de casos de violência.