ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 10/08/2020
Discriminação e preconceito não são um assunto hodierno. No que tange as religiões do Brasil, país majoritariamente católico, verifica-se que propostas em prol da solidariedade são, na maioria dos casos, ineficientes. Com efeito, o brasileiro tende a superestimar as diferenças, ignorando o fato de compartilhar, com todos os indivíduos, a mesma condição: a Humanidade.
Caso fosse realizada uma pesquisa relativa aos princípios básicos das religiões, seriam observados os mesmos ideais de compaixão e amor ao próximo. O mesmo processo de transcendência, defendido por todos, difere apenas na nomenclatura. Sem a devida consciência disso e frente a outros costumes, o brasileiro ainda revela conceitos primitivos: em contraste com a vontade de potência nietzschiana, ele é invadido por uma inescrupulosa vontade de torpeza, bradando sobre a superioridade de seus ideais.
Quando discriminação racial e religiosa se mesclam, os métodos de rechaçamento tornam-se mais contundentes. Principal alvo de preconceitos, a população negra vê-se forçada, muitas vezes, a praticar os rituais de suas religiões em segredo, de forma a se esquivar dos comportamentos agressivos por parte daqueles que se julgam tradicionais.
Dessa forma, percebe-se que a eliminação do preconceito religioso é um grande desafio. Em contexto escolar, enquanto a Ética e a Filosofia forem abordadas sem debates e discussões entre os discentes, formar-se-á um ambiente de profundo isolamento no âmago de cada um. É necessária uma reforma drástica na maneira com que se ensinam as matérias Humanas nas escolas de forma a impedir que esse vácuo existencial se transforme em intolerância frente a posicionamentos contrários.